O desafio do CNS e do CPF
A RNDS identifica o paciente por CNS ou CPF. Sem
um dos dois, o registro não pode ser notificado — não é uma validação que se
contorne no meio do caminho, é o identificador do cidadão na rede.
É aqui que os projetos encalham. O identificador não é capturado de
forma consistente no atendimento: cadastro antigo sem CPF, paciente inconsciente
na emergência, campo preenchido com dado inválido só para liberar a tela. O
sistema segue funcionando normalmente — a lacuna só aparece quando a notificação
falha.
Isso não se resolve apenas na camada de integração. Resolve-se tornando a lacuna
visível: identificar quais atendimentos estão sem identificador válido, separar o
que dá para enriquecer retroativamente do que precisa voltar ao fluxo
assistencial, e medir a cobertura ao longo do tempo em vez de descobrir o
problema pela fila de erro.